De 2018 a 2022, no Distrito Federal, foram registrados 3.684 casos de infecção pelo HIV e 1.333 casos de Aids. Neste período, houve uma redução nos casos de HIV e Aids de 9,8 para 7,3 por 100 mil habitantes. Além disso, o índice de mortalidade por Aids caiu 21,6%, ao passar de 3,3 para 2,7 mortes por 100 mil habitantes. Os dados constam no Informativo de Situação Epidemiológica do HIV e da Aids no DF.
Beatriz Maciel Luz, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do DF, atribui a melhora no cenário aos esforços do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela enfatiza a relevância da testagem e do tratamento imediato após diagnósticos positivos.
“O diagnóstico precoce é muito importante porque a pessoa tem a chance de logo iniciar o seu tratamento, e não avançar para a fase da doença, que seria a Aids, e manter a sua qualidade de vida”, considera.
O boletim destaca que a maior incidência de HIV e Aids é observada entre os jovens, sendo que a faixa etária de 20 a 29 anos representa, em média, 32,9% dos casos, seguida pelos grupos de idade de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos, com médias de 28,9% e 21,7% dos casos, respectivamente.
Sintomas
A especialista ressalta que a infecção pelo HIV, geralmente, não manifesta sintomas inicialmente e esclarece que, entre três a seis semanas após a infecção, ocorre a fase aguda. Durante esta fase, o organismo inicia a produção de anticorpos para combater o vírus.
“Nessa fase pode aparecer febre, mal estar, inchaço nos gânglios. Esses sintomas podem parecer de outras doenças e podem, inclusive, passar despercebidom. Após essa fase, vai iniciar o período marcado pela interação do vírus com as células de defesa, aí o HIV se instala nelas, se multiplica e vai destruindo estas células de defesa”, alerta.
Beatriz Maciel esclarece que o HIV pode se multiplicar no corpo por anos, enfraquecendo gradualmente o sistema imunológico. Isso torna o organismo vulnerável a infecções que seriam normalmente inofensivas para pessoas sem o vírus.
Tratamento
A médica destaca que, embora ainda não exista cura para o HIV, os avanços científicos permitem que pessoas com o vírus mantenham uma boa qualidade de vida. O tratamento envolve acompanhamento regular com profissionais de saúde, realização de exames de carga viral e CD4, além do uso contínuo de medicamentos antirretrovirais.
“O uso desse medicamento, realizado de forma constante, adequada e sem abandono é capaz de fazer com que a pessoa vivendo com o HIV alcance a chamada carga viral indetectável, ou seja, ela tem uma quantidade no organismo tão baixa que nem os exames são capazes de detectar”, explica.
Segundo a especialista, as evidências científicas mostram que pessoas com HIV e com carga viral indetectável não transmitem o vírus e conseguem levar uma vida normal.
Prevenção
Vale destacar que a melhor estratégia para prevenir o HIV e a Aids é a prevenção combinada. Esta abordagem integra estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais, baseando-se em direitos humanos e evidências científicas. Além disso, leva em conta o contexto social das pessoas mais vulneráveis, visando maximizar o impacto na redução de novas infecções pelo HIV.
Beatriz reforça que a prevenção oferece opções individuais, eficazes para a proteção contra o HIV. “Então, a prevenção combinada consiste em testar regularmente para HIV todas as outras pessoas com outras ISTs, como sífilis e hepatites virais. Outra estratégia é a profilaxia pós-exposição ao HIV. Aquelas pessoas que, por ventura, se expuseram, seja porque tiverem uma relação sexual, consentida, desprotegida ou foi exposto a uma violência sexual, tem acesso a profilaxia pós exposição”, ressalta.
Outras estratégias de prevenção:
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP): Voltada para grupos específicos.
Prevenção da Transmissão Vertical: Evita a transmissão de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Inclui tratamento adequado para mulheres com HIV e oferta de fórmula infantil, pois essas mães não devem amamentar.
Imunização: Vacinação contra hepatite B e HPV.
Redução de Danos: Diagnóstico e tratamento imediato de pessoas com ISTs e HIV.
Onde buscar tratamento
Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin – antigo Hospital Dia da Asa Sul)
Policlínicas de Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Gama e Lago Sul
Ambulatórios de infectologia dos hospitais de Base, Regional de Santa Maria (HRSM), Regional de Sobradinho (HRS) e Universitário de Brasília (HUB).
Além desses locais, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) fazem testes rápidos e oferecem preservativos e gel lubrificante durante todo o ano.
Brasil já registrou mais de 26 mil casos de homicídios dolosos, ao longo de 2024
Bahia é o estado que teve o maior número de casos, 3.048. A unidade da federação tem uma taxa de 27,37 homicídios a cada 100 mil habitantes
Índice
Ao longo de 2024, o Brasil já registrou 26.591 homicídios dolosos – quando há intenção de matar. De acordo com dados do governo federal, o número de vítimas desse tipo de crime chega a 97 por dia.
Bahia é o estado que registrou até agora o maior número de casos, 3.048. A unidade da federação tem uma taxa de 27,37 homicídios a cada 100 mil habitantes. Na sequência aparece Pernambuco, com 2.474 vítimas e uma taxa de 34,58 casos a cada 100 mil habitantes.
Em terceiro lugar no ranking está o Ceará, com 2.381 casos. Nesse tipo de crime, o estado tem uma taxa de 34,38 casos a cada 100 mil habitantes. Por outro lado, as unidades da federação com menores índices de homicídios dolosos são Roraima, com 83; Acre, com 111; e Distrito Federal, com 151.
Os números são apresentados em meio aos debates entre os governadores dos estados e o governo federal sobre ações que possam melhorar a segurança pública no país. O governo federal até propôs uma PEC com algumas mudanças na área. No entanto, os governantes estaduais acharam a proposta rasa e cobraram medidas mais profundas para minimizar os problemas relacionados à violência. Alguns deles, como Ronaldo Caiado, de Goiás, pede mais autonomia dos estados em relação à elaboração de leis penais.
Confira o número de casos por estado e seus respectivos governadores
AC (111) – Gladson Cameli (PP)
AL (749) – Paulo Dantas (MDB)
AM (797) – Wilson Miranda (UNIÃO)
AP (164) – Clécio Luis (SOLIDARIEDADE)
BA (3.048) – Jerônimo Rodrigues (PT)
CE (3.281) – Elmano de Freitas (PT)
DF (151) – Ibaneis Rocha (MDB)
ES (600) – Renato Casagrande (PSB)
GO (658) – Ronaldo Caiado (UNIÃO)
MA (1.392) – Carlos Brandão (PSB)
MG (2.076) – Romeu Zema (NOVO)
MS (264) – Eduardo Riedel (PSDB)
MT (661) – Mauro Mendes (UNIÃO)
PA (1.874) – Helder Barbalho (MDB)
PB (718) – João Azevedo (PSB)
PE (2.474) – Raquel Lyra (PSDB)
PI (411) – Rafael Fonteles (PT)
PR (1.191) – Ratinho Jr. (PSD)
RJ (2.355) – Cláudio Castro (PL)
RN (467) – Fátima Bezerra (PT)
RO (313) – Marcos Rocha (UNIÃO)
RR (83) – Antonio Denarium (PP)
RS (1.051) – Eduardo Leite (PSDB)
SC (382) – Jorginho Melo (PL)
SE (258) – Fábio Mitidieri (PSD)
SP (1.769) – Tarcísio de Freitas (REPUNLICANOS)
TO (193) – Wanderlei Barbosa (REPUBLICANOS)
Latrocínio
Em relação ao latrocínio – que é o roubo seguido de morte – o Brasil registou, em 2024, 673 casos, com uma média de duas vítimas por dia. Nesse tipo de crime, quem lidera o ranking é o estado de São Paulo, com 135 latrocínios ao longo do ano, com uma taxa de 0,39 casos a cada 100 mil habitantes.
Em seguida aparece o Rio de Janeiro, com 64 casos registrados e uma taxa de 0,50 latrocínios cada 100 mil habitantes. Pernambuco, por sua vez, aparece em terceiro lugar, com 57 casos em 2024, além de registrar uma taxa de 0,80 a cada 100 mil habitantes.
Quanto aos casos de estupro, o Brasil já registrou 58.776, ao longo deste ano. A média diária é de 215 casos. São Paulo também apresenta o maior número entre os estados: 11.975, com uma taxa de 34,37 estupros a cada 100 mil habitantes.
O Paraná surge em segundo lugar, com 5.311 casos, uma taxa de 59,89 casos a cada 100 mil habitantes. O Rio de Janeiro, por sua vez, configura em terceiro, com 4.409 estupros e uma taxa de 34,14 a cada 100 mil habitantes.
Já os que registram os menores números são Roraima, com 434 casos; Acre, com 476; e Amapá, com 479.
Feriado prolongado: confira dicas de como dirigir em segurança
Crescimento do fluxo de carros nas rodovias aumenta risco de acidentes
Dia 15 de novembro é feriado da Proclamação da República. A data antecede o final de semana e há quem aproveite o período para descansar em casa. Mas muitos brasileiros preferem usufruir da folga prolongada para viajar e o crescimento do fluxo de carros nas rodovias aumenta o risco de acidentes.
Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), entre os principais cuidados para prevenção de acidentes estão o respeito à sinalização de trânsito e não aliar álcool à direção. A orientação é: se beber, não dirija.
No verão o número de acidentes é mais expressivo, de acordo com o Detran-DF – o que corresponde aos meses de dezembro a fevereiro, Nesse período, há feriados prolongados, férias escolares e de trabalho, provocando um crescimento nas viagens de turismo. Mas independentemente da época, é preciso estar atento à segurança nas rodovias.
Inclusive, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início, na última quinta-feira (14), à Operação Proclamação da República 2024. O objetivo é reduzir a violência no trânsito e os acidentes nas rodovias federais do país por meio da intensificação de medidas como policiamento, fiscalização e a educação para o trânsito.
A policial federal Fernanda Souza destaca a importância da atuação da PRF. “O objetivo é reduzir o número de acidentes e também o número de mortos e feridos”.
Veja dicas de como dirigir em segurança:
Não ultrapasse em locais proibidos;
Ultrapasse sempre pela esquerda (somente em locais permitidos);
Trafegue sempre com os faróis acesos, mesmo durante o dia;
Respeite a velocidade da via;
Use o cinto de segurança (motorista e passageiros);
Faça a revisão no carro e confira todos os itens de segurança (estepe, triângulo e luzes de faróis e freios).
Cheque a previsão do tempo também para os dias de deslocamento;
Estude rotas alternativas;
Certifique-se de que todos os ocupantes do veículo tenham/portem o documento de identificação, inclusive crianças e adolescentes e
Ocupantes de motocicletas: devem sempre usar o capacete e manter distância das laterais traseiras dos veículos.
Explosões em Brasília: Praça dos Três Poderes e trânsito na Esplanada liberados nesta sexta-feira (15)
A Polícia Federal abriu inquérito na divisão de terrorismo para investigar o ataque à Suprema Corte brasileira e a possível participação de outros envolvidos
Índice
A Praça dos Três Poderes e o trânsito nas vias ao redor dela, assim como do Palácio da Alvorada e do Congresso Nacional, estão liberadas desde a tarde desta quinta (14), pouco mais de 14 horas depois do atentado próximo ao Supremo Tribunal Federal na noite da última quarta-feira (13). Até mesmo o restaurante que funciona na praça voltou a funcionar normalmente.
Mesmo depois de passarem por uma varredura na madrugada, não houve expediente nas duas casas legislativas do Congresso Nacional nesta quinta (14). O STF foi vistoriado pela manhã, mas à tarde os ministros voltaram a despachar normalmente, inclusive com sessão plenária. O presidente Lula também despachou do Palácio do Planato pela manhã.
O programa de visitação pública no STF está suspenso provisoriamente. No Congresso Nacional, a suspensão vale até domingo (17).
Segurança reforçada
Apesar de o local estar liberado, a segurança na Praça dos Três Poderes continua reforçada. As grades que protegem o prédio do STF — que haviam sido removidas há cerca de um mês — foram recolocadas. Militares do Exército reforçam a segurança na frente do Palácio do Planalto.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) convocou todo o efetivo a permanecer em estado de sobreaviso até o próximo domingo (17). “O efetivo convocado deve estar preparado para acionamentos a qualquer momento, devendo se manter acessível e disponível para eventuais emergências”, afirmou o o delegado-geral, José Werick de Carvalho, em comunicado.
O corpo de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos — autor do atentado — foi retirado da Praça na manhã desta quinta. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, durante a operação foi identificado material potencialmente explosivo junto ao corpo dele, além de um aparelho celular. Os explosivos foram neutralizados pelo Esquadrão de Bombas do BOPE, o local passou por perícia e só então foi liberado.
Casa em Ceilândia (DF)
As investigações levaram a Polícia até uma casa em Ceilândia, a 25 km do local do atentado. O local havia sido alugado por Francisco há cerca de 2 semanas. A varredura na casa foi feita com a ajuda do robô antibomba, que abriu uma gaveta e houve uma grande explosão. No local ainda foram encontrados explosivos e rojões.
A Polícia Federal abriu inquérito na divisão de terrorismo para investigar o ataque e a possível participação de outros envolvidos.
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